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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Exxon e a morte dos recifes

Crédito de Imagem: 350.org.


Comunidades costeiras de todo o mundo acusam a indústria dos combustíveis fósseis de matar recifes de corais

Mergulhadores de comunidades costeiras do mundo todo colocaram uma fita que levava escrito “cena do crime” em volta de diversos recifes de corais mortos. Isso foi feito durante vários mergulhos para mostrar os danos catastróficos causados a esse importante ecossistema marinhoEles alegam que a indústria dos combustíveis fósseis é a culpada por essa perda.

 Uma série de fotografias tiradas embaixo d'água nas Ilhas Marshall, Samoa, Fiji, Andamão, na Flórida e na Grande Barreira de Corais da Austrália foi publicada , com o intuito de chamar a atenção para os impactos causados pela maior descoloração massiva de corais da história. Essa é uma das consequências do comportamento negligente da Exxon e de empresas de combustíveis fósseis que tentam impedir o movimento global pelo clima. 

Uma pesquisa recente confirma que a temperatura do mar acima da média causa essa descoloração em 38 países, como resultado das mudanças climáticas causadas pela ação humana no mundo todo, e não pela poluição local, como foi alegado anteriormente. 

Além disso, ficou comprovado que a indústria dos combustíveis fósseis é a principal culpada por esses impactos. Desde o século passado, empresas como a Exxon decidiram ignorar os alertas de seus próprios cientistas e investir recursos para enganar o público ao financiar grupos que negam a existência das mudanças climáticas, votar contra resoluções de acionistas relativas a esse tema e obstruir a ação climática.

Os recifes de corais coloridos e brilhantes, cheios de vida, tornaram-se brancos, depois marrom escuros, até morrerem e serem cobertos por algas. Em lugares como a Grande Barreira de Corais, na Austrália, até 50% dos recifes antes saudáveis descoloriram e morreram. Na América do Norte, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) prevê que Guam, a Comunidade das Ilhas Marianas Setentrionais, a Micronésia Oriental e a Ilha de Hainan (China) possam sofrer a pior descoloração nos próximos meses. Também haverá descoloração no Havaí e em vários pontos do Caribe.

Esse fenômeno teve início em 2014 com uma descoloração que se estendeu do oeste do Pacífico até a Flórida. Em 2015, espalhou-se pelo mundo todo, principalmente em decorrência do impacto do aquecimento global, pois a maior parte da descoloração ocorreu antes do El Niño de 2015/2016. Os recifes abrigam aproximadamente 25% das espécies marinhas. Portanto, uma descoloração massiva de corais coloca em risco o meio de subsistência de 500 milhões de pessoas, além de bens e serviços no valor de US$ 375 bilhões a cada ano.

A Exxon é um exemplo de como as empresas de combustíveis fósseis ganham centenas de bilhões enquanto destroem alguns dos lugares com maior biodiversidade da Terra, financiando uma ampla rede que nega a existência das mudanças climáticas. Recentemente, a Exxon adquiriu na América Latina dois blocos para a exploração de petróleo e gás de xisto: na Bacia do Ceará e na Bacia Potiguar, no Brasil. A empresa também planeja investir mais de US$ 10 bilhões nas próximas décadas em Vaca Muerta, um dos maiores depósitos de gás de xisto do mundo, localizado na Patagônia argentina.

A atração pelo "ouro negro" estimulou grandes investimentos em Vaca Muerta, que apresentou um crescimento populacional considerável: de três mil habitantes para seis mil habitantes em menos de dois anos. A população enfrenta um conflito entre uma economia de subsistência e a atividade extrativista em um território dominado pelo setor de hidrocarboneto, onde prevalece a violação dos direitos humanos. Por sua vez, as bacias brasileiras abrigam ecossistemas que possuem um papel fundamental na preservação de espécies, como o peixe-boi.

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Citações:

"A descoloração da Grande Barreira de Corais é devastadora para minha comunidade. O povo Gimuy Walubarra Yidinji cuidou desse recife por milhares de anos. Ele representa um recurso econômico e cultural vital tanto para nosso povo como para todas as pessoas do mundo. Peço que a Exxon, a AGL e as demais empresas de combustíveis fósseis pensem muito bem no que estão fazendo. Eles negam, fingem argumentar com dados científicos, mas a verdade é que há muita ganância envolvida. Não temos mais tempo para suas desculpas. Essa ganância está levando nosso planeta a um verdadeiro desastre." Prof. assoc. Henrietta Marrie, CDU, presbítera do povo Gimuy Walubarra Yidinji, Cairns, Austrália.

"As Ilhas Andamão são frequentadas por turistas do mundo inteiro e sua principal atração é a beleza dos recifes de corais, conforme mostrado na internet. Como suas partes mais rasas sofreram descoloração, as pessoas que não sabem nadar e aqueles que visitam o local pela primeira vez (que representam a maior parte dos turistas) ficam decepcionados. Eles vão embora e avisam os conhecidos sobre o ocorrido, o que reduz a atividade de mergulho e afeta o meio de subsistência de vários estabelecimentos comerciais que ganham dinheiro com essa atividade".Subhash Chandran, instrutor de mergulho SSI, Ilhas Andamão, Índia.

"A morte rápida de tantos corais no mundo todo este ano é uma tragédia para as pessoas que dependem desses ecossistemas. O mais repugnante é o fato de que tudo isso poderia ter sido evitado se a Exxon e outras empresas da mesma laia tivessem falado a verdade sobre as mudanças climáticas quando as descobriram. Não é exagero dizer que elas mataram os recifes; é uma questão de física e biologia.Bill McKibben, consultor sênior e cofundador da 350.org.

"Após mais de dois anos de descoloração de corais, esse fenômeno global continua a todo vapor. Em 2016, já observamos descoloração na maior parte dos trópicos, e a temporada de descoloração do hemisfério norte ainda mal começou. Em vários lugares, como no norte da Grande Barreira de Corais e nas ilhas da região central equatorial do Pacífico, a descoloração e a morte de corais foi muito pior do que podemos imaginar — em muitos casos, isso ocorreu nos recifes mais remotos e mais bem conservados. O problema da descoloração generalizada de corais é novo, causado pelo aquecimento global desde a década de 1980, mas se torna cada vez mais forte e mais frequente. A menos que consigamos reduzir a concentração de CO2 na atmosfera para níveis saudáveis para os recifes de corais, perderemos um dos ecossistemas mais valiosos e diversificados do planeta". C. Mark Eakin, Ph.D., coordenador do NOAA Coral Reef Watch.

"Os últimos 14 meses foram os mais quentes da história e, até hoje, a Exxon ajuda a financiar uma grande rede de negação da existência das mudanças climáticas. Os executivos da Exxon nos roubaram uma geração inteira de ações climáticas e se envolveram no pior caso de fraude da história. Continuaremos nos mobilizando para que a indústria dos combustíveis fósseis seja responsabilizada por seus crimes climáticos". Aaron Packard, diretor do Programa de Impactos Climáticos da 350.org.

"A destruição da Grande Barreira de Corais é de partir o coração. Estamos testemunhando um ecocídio. Capacitamos mergulhadores nesses recifes há mais de 30 anos. É nosso meio de subsistência e nosso lar. Ver corais vibrantes e saudáveis serem cobertos por algas marrons, sabendo que isso foi causado pela corrida ao dinheiro, é mais que um ato irresponsável: é um ato criminoso".  Jon Burnett, instrutor de mergulho e biólogo marinho, Port Douglas.

"A resistência contra o fracking tem crescido progressivamente na América Latina. Um número cada vez maior de pessoas criou consciência sobre as sérias ameaças que essa atividade representa para o meio ambiente, a água, o ar e a saúde das comunidades locais. Continuaremos informando os cidadãos e empoderando-os para que pressionem as autoridades a impedir que a destruição dos recursos terrestres e marinhos dos quais as pessoas dependem continue. Ao mesmo tempo, esperamos que as empresas façam a sua parte e parem de investir em energias do século passado". Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina.

Fonte: Aviv Comunicação
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Projeto sustentável participa de programa de incentivo a empreendedores


Segunda edição do Braskem Labs conta com iniciativas inovadoras

 Um projeto voltado à reutilização de resíduos sólidos foi selecionado pela segunda edição do Braskem Labs, programa de incentivo a empreendedores criado pela Braskem em parceria com a ONG Endeavor. A proposta apresenta uma nova abordagem para a destinação de embalagens de plástico flexíveis.

Conheça o projeto do Braskem Labs:
Projeto: Wise Waste – São Paulo (SP)
Empreendedor: Amanda D’ Afonseca e Silva e Guilherme Bramer

Descrição: 
O Wise Waste estimula a reutilização de embalagens flexíveis que não seriam utilizadas em processos de reciclagem. Para isto, criou-se uma cadeia de coleta, que treina cooperativas de catadores de lixo a identificarem os materiais plásticos com valor comercial e a desenvolver um mecanismo de reciclagem específico para eles, que se tornam matéria-prima para a produção de novos produtos. Isto resulta no aumento do conhecimento e renda dos cooperados e a diminuição de resíduos descartados no meio ambiente.

O projeto faz parte de um grupo de 12 selecionados em um universo de 190 inscritos. E, agora, a empreendedora recebe capacitação com disponibilização de conteúdo, cursos online, eventos presenciais e mentorias coletivas e individuais para trabalhar em questões como modelo de negócio, finanças e gestão de equipe, de forma a encontrarem a melhor estratégia possível de acesso ao mercado. Ela tem o acompanhamento de executivos da Braskem e orientação de mentores da Endeavor.

Ao final do programa, os selecionados poderão apresentar seus projetos, durante o Demo Day, para um grupo de empresários, investidores, bancos de investimento e outros players do mercado.

Sobre a Braskem
A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, com volume anual superior a 20 milhões de toneladas, incluindo a produção de outros produtos químicos e petroquímicos básicos, e com faturamento anual de R$ 54 bilhões. Com o propósito de melhorar a vida das pessoas, criando as soluções sustentáveis da química e do plástico, a Braskem atua em mais de 70 países, conta com 8 mil integrantes e opera 40 unidades industriais, localizadas no Brasil, EUA, Alemanha e México, esta última em parceria com a mexicana Idesa.


Fonte: CDN Comunicação

Pensar Eco comenta:
Parabéns  Guilherme Bramer e toda a equipe da Wise Waste!
 Érica Sena
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Brasil se mantém em 46º lugar no índice de Progresso Social 2016


Michael Green, CEO da Social Progress Imperative, disse que o Brasil pode ser exemplo  para outros países em indicadores bem avaliados, como tolerância e inclusão

O Brasil se manteve na 46ª posição no Índice de Progresso Social 2016 – à frente dos países dos Brics. Os resultados globais do IPS (na sigla, em português) foram apresentados por Michael Green, CEO da organização Social Progress Imperative, na segunda-feira (15/8) em coletiva no Rio Media Center. O economista também apresentou a metodologia do IPS e os resultados do IPS Rio, ao lado de Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil, que falou sobre a aplicação da metodologia na Amazônia, o IPS Comunidades, um mapeamento social inédito de comunidades da Amazônia brasileira.

Green chamou a atenção para os resultados globais do índice – países com pontuação 72 são os que apresentam menores desafios em termos de bem-estar social em relação ao contexto da região (o Brasil tem 71,70) - e sua relevância para nortear políticas de progresso social.
O Brasil foi muito bem avaliado em alguns indicadores, como tolerância e inclusão, e pode servir de exemplo a ser seguido por outros países”, disse Green, destacando que o indicador Segurança Pessoal, com alto número de homicídios e crimes violentos, por outro lado, é um dado preocupante.
O CEO da Social Progress Imperative também apresentou os dados do IPS Rio: a cidade do Rio de Janeiro é a primeira no país a contar com o Índice de Progresso Social por região administrativa, permitindo, assim, uma análise detalhada sobre o município nas três dimensões avaliadas pela metodologia (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades). A peculiaridade do IPS Rio é justamente ser uma ferramenta que mostra discrepâncias intramunicipais.
Enquanto necessidades básicas como água e saneamento estão com pontuação acima do índice geral municipal (60,7), puxando-o para cima, o acesso à educação avançada atinge a menor pontuação, puxando o índice para baixo. A ideia é expandir a utilização do IPS para todos os municípios brasileiros numa parceria do Progresso Social Brasil – da Rede Progresso Social - com empresas, fundações e institutos.
O IPS deu origem ao IPS Comunidades – um mapeamento social inédito de comunidades da Amazônia brasileira, lançado no ano passado pela Coca-Cola Brasil e pela Natura. A pesquisa foi pioneira no mundo ao utilizar dados primários para medir desenvolvimento socioambiental em nível local.

A região escolhida foi o Médio Juruá, que compreende mais de 50 comunidades ribeirinhas situadas às margens do Rio Juruá, no município de Carauari (AM). A Coca-Cola Brasil já estava presente na região, com projetos que fomentam cadeias de fornecimento sustentáveis de ativos da biodiversidade local.

Para o diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil, além de permitir uma linguagem comum a todos os atores do território analisado, o IPS permite que os beneficiários intervenham diretamente nos rumos de sua comunidade. Pedro Massa destacou que o próximo passo será aplicar o IPS para medir o impacto que seus programas socioambientais têm na população das comunidades atendidas em todo o Brasil.

“Buscamos colocar nosso negócio de forma cada vez mais estratégica a serviço do desenvolvimento local e da geração de valor compartilhado, focados nas necessidades reais da população, com ações perenes, de longo prazo”, explica Pedro Massa. 

Entendemos que o IPS levanta informações que ficam invisíveis no PIB e no IDH, complementando esses índices. Assim, a partir do IPS, as empresas privadas têm um diagnóstico mais claro sobre as comunidades e podem usar suas vocações a serviço das grandes demandas sociais.”


Índice de Progresso Social

Inicialmente concebido para medir o progresso social de países e servir de instrumento de planejamento e acompanhamento de políticas públicas, o Índice de Progresso Social foi publicado pela primeira vez em 2013. O indicador abrange análises de países a partir do levantamento e processamento de dados secundários empreendidos pela organização Social Progress Imperative. O índice possui três dimensões-base: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades. Cada uma dessas dimensões se desdobra em quatro componentes e 12 indicadores, que medem desde Nutrição e Saúde Básica de uma população até a garantia de Direitos Pessoais e Acesso à Educação Avançada.

IPS na Amazônia
O IPS Comunidades – um mapeamento social inédito de comunidades da Amazônia brasileira, lançado no ano passado pela Coca-Cola Brasil e Natura - foi desenvolvido e implementado a partir da metodologia do IPS. A pesquisa foi pioneira no mundo ao utilizar dados primários para mensuração de desenvolvimento socioambiental a nível localA ideia foi traçar uma fotografia clara da situação do território e apontar as principais questões a serem resolvidas para as comunidades.

A localidade escolhida para o mapeamento foi o Médio Juruá, que compreende mais de 50 comunidades ribeirinhas situadas às margens do Rio Juruá, no município de Carauari (AM). A Coca-Cola Brasil já estava presente na região, com projetos que fomentam cadeias de fornecimento sustentáveis de ativos da biodiversidade local.


Coca-Cola e os Jogos Olímpicos

A Coca-Cola é a mais antiga patrocinadora dos Jogos Olímpicos, participando desde Amsterdã 1928. Em todas as edições realizadas desde então, sempre esteve ao lado do Movimento Olímpico no esforço de promover a disseminação do Espírito Olímpico, auxiliar na formação de atletas e contribuir para o desenvolvimento do esporte em todo o mundo. 

A parceria da Coca-Cola com o Revezamento da Tocha Olímpica também é de longa data. Os Jogos Olímpicos Rio 2016 representam a 11ª participação da marca em um Revezamento, incluindo as edições de Verão e de Inverno. A primeira atuação aconteceu em Barcelona 1992. Na ocasião, a Coca-Cola foi parceira na implementação do primeiro Programa Internacional de Condutores, quando proporcionou que pessoas de outros países, inclusive o Brasil, pudessem conduzir a chama Olímpica ao lado de condutores do país anfitrião dos Jogos.

Fonte: Textual Comunicação
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