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domingo, 9 de julho de 2017

Estamos preparados para combater as queimadas no Brasil?



Nos últimos dias, o mundo inteiro acompanhou as notícias sobre o incêndio florestal que devastou mais de 30 mil hectares e matou 64 pessoas em Pedrógão Grande, região central de Portugal. Embora tenha ocorrido em um país distante, a tragédia chama a atenção para um problema que também é muito frequente no Brasil: as queimadas.

De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre o início de janeiro e o dia 5 de agosto de 2016, foram registrados mais de 53 mil focos de queimadas e incêndios florestais no país. O número representa um crescimento de 65% em relação ao mesmo período de 2015.

Em muitos estados, o inverno é marcado por ser um período de poucas chuvas e baixos índices de umidade. A junção desses elementos resulta em áreas de vegetação e pastagens mais secas e, consequentemente, qualquer fonte de calor pode dar início a um foco de incêndio. Entre os muitos fatores que podem gerar uma queimada, estão: soltar balões; lançar pontas de cigarros em canteiro de rodovias ou em áreas de vegetação seca; e até mesmo jogar um simples pedaço de vidro no chão, que pode sofrer uma altíssima incidência solar.

Para entender melhor o problema, é importante ressaltar que, em boa parte das vezes, o fogo é causado por ações provocadas pelo homem. Um exemplo é a queimada para conter o aumento do mato, iniciativa altamente perigosa e que dá a falsa sensação de crescimento de uma nova vegetação saudável – falsa sensação, pois, embora quebre a dormência de novas sementes e promova uma brotação mais rápida, ela faz com que área verde renasça sem nenhum nutriente, apenas com um aspecto bonito.

Existem pessoas que optam por arar e gradear o solo para evitar que o fogo ultrapasse o trecho delimitado, mas o risco dessa ação é que, quando volta o período de chuvas, ela provoca o assoreamento da área. A melhor saída para conter o problema é a confecção de aceiros, que são faixas ao longo das cercas, onde a vegetação é retirada por completo do solo. O processo evita que o fogo se alastre para a área de pasto ou de vegetação e, também, para perto de animais.

A forma mais indicada de realizar os aceiros é com o auxílio de uma roçadeira, equipamento ideal para deixar a vegetação baixa, manter os nutrientes do solo, segurar a erosão e fazer uma contenção de segurança. Para se ter uma ideia de sua eficiência nessa atividade, o operador de uma roçadeira consegue percorrer a parte interna de uma fazenda de até 2.500 metros de área em um único dia.

Um dos fatores que contribuem com o controle de incêndios é o avanço da tecnologia nesse segmento, pois indústrias como a Husqvarna investem fortemente no aprimoramento de seus equipamentos. Hoje, encontramos opções de máquinas leves, ajustáveis, ergonômicas e que garantem o resultado perfeito na retirada da vegetação para a confecção dos aceiros.

Conter as queimadas é um problema que envolve, principalmente, a conscientização do homem, pois grande parte dos incêndios ainda é provocada voluntariamente. Além disso, é necessário um trabalho de manutenção das áreas verdes, afinal os danos causados pelo fogo levam anos para serem apagados e prejudicam severamente a biodiversidade local.    (*Paulo Fiqueiredo)  

* Paulo Figueiredo consultor técnico de produtos da Husqvarna, líder global no fornecimento de equipamentos para o manejo de áreas verdes.

Fonte: Grupo Image


Campanha do Instituto Akatu “Viva mais com menos”

https://www.akatu.org.br/noticia/saiba-por-que-e-importante-consumir-o-suficiente-sem-excessos/

Campanha “Viva mais com menos” chama atenção para os impactos negativos do consumo em excesso

Instituto Akatu aproveita o Dia Mundial da População (11/07) para mostrar que os estilos de vida voltados ao consumo em excesso são inviáveis, mais ainda com uma população crescente. Hoje, a humanidade já consome mais recursos do que a Terra é capaz de regenerar

Em 11 de julho, é comemorado o Dia Mundial da População, data criada pela ONU para reforçar a necessidade de encontrar soluções para as questões e problemas da população, atualmente contabilizada em mais de 7 bilhões de pessoas. Para 2050, a estimativa é que cheguemos a 9,7 bilhões de habitantes. Hoje, uma das grandes questões mundiais é lidar com as consequências do consumo excessivo, visto que a população atual já consome 60% de recursos naturais a mais do que a Terra consegue regenerar.

Para que as pessoas reflitam sobre seus próprios atos de consumo, buscando a suficiência e não o excesso, o Instituto Akatu lança a campanha “Viva mais com menos”. “A reflexão em torno dos nossos hábitos diários de consumo é fundamental! Já consumimos muito mais que a Terra é capaz de regenerar e isso ocorre quando apenas 16% da população mundial é responsável por 78% do consumo total. Se toda a humanidade consumisse como os habitantes mais ricos do mundo, seriam necessários quase cinco planetas para suprir esse consumo”, afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, ONG que atua há 16 anos pelo consumo consciente.

Podemos considerar consumo excessivo aquele que acontece para além de uma real necessidade, seguindo apenas a lógica da compra pela compra em si. Muitas vezes motivado por promoções ou por outros estímulos publicitários, que atiçam o desejo dos consumidores. Veja, a seguir, algumas dicas para desfrutar mais com menos.

- Você tem mesmo necessidade de comprar mais roupas, sapatos e acessórios?
Seu armário tem várias peças que não são utilizadas? Comprá-las em excesso é puro desperdício. Todas as roupas têm um impacto no meio ambiente, pois a produção têxtil requer uso do solo no cultivo de algodão, implicando em uso de defensivos agrícolas que podem prejudicar o solo e a água; requer também água e energia elétrica; além de tratamentos químicos muitas vezes nocivos para o tingimento dos tecidos. Por isso, não se deixe levar por promoções, e compre somente após uma reflexão da sua real necessidade. Para tomar uma boa decisão, é preciso saber o que você tem no seu armário. Para isso, uma boa organização do guarda-roupa é essencial.

- Você tem mesmo necessidade de comprar um novo celular ou produto eletrônico?
É inegável a praticidade trazida pelos smartphones nas vidas das pessoas. Mas poucos se dão conta dos impactos negativos de sua produção e do seu descarte incorreto para o meio ambiente e para a sociedade. Um único smartphone genérico consome diversas matérias-primas que contribuem para uma pegada ecológica muito pesada em sua produção: 12.760 litros de água e 18 m2 de solo, segundo o relatório Mind your Step, inclusive no momento de seu descarte.

Objetos de desejo, os smartphones são trocados pelo brasileiro a cada um ano e um mês, em média, segundo fabricante de celular. É bem provável que esses equipamentos sejam geralmente projetados para durar pouco (a chamada “obsolescência programada”), mas cabe ao consumidor refletir se realmente precisa fazer a troca de smartphone com tanta frequência, considerando os seus impactos para o meio ambiente e para a sociedade.

- Você tem mesmo necessidade de comprar novos brinquedos e roupas para o seu filho?
A cena é comum: uma criança ganha um brinquedo novo, mas prefere brincar com a embalagem ou logo escolhe outro objeto. Isso acontece porque o ato de brincar depende também da interação com um adulto ou com outra criança, mais do que de um brinquedo. Portanto, antes de comprar algo novo, pergunte-se: a criança precisa mesmo disso? Por outro lado, a troca de brinquedos também é uma ideia interessante, visto que permite que um brinquedo “deixado de lado” seja usado por outra, permitindo estender a vida útil do brinquedo e, com isso, aproveitar melhor os recursos naturais que foram utilizados em sua produção.

- Você tem mesmo necessidade de comprar toda essa comida?
Em média, uma família latino americana desperdiça 28% da comida comprada, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Para que isso não ocorra, é preciso planejar as compras antes de ir ao mercado ou à feira, pensando no cardápio semanal e comprando apenas os ingredientes necessários e nas quantidades corretas. Assim, para evitar a compra em excesso, é preciso ter alguns cuidados: servir-se apenas do que se vai comer; aproveitar as sobras para preparar outras receitas; guardar os produtos recém-comprados ou embaixo ou atrás quando colocados na geladeira ou nas prateleiras (levando a usar primeiro os mais antigos); prestar atenção à data de validade, de modo a usar primeiro o que vai vencer antes; entre outras ações.

Esse desperdício deve ser evitado a todo custo, visto que tem uma série de impactos sociais e ambientais, como o fato da decomposição dos alimentos, quando jogados no lixo, ser responsável por uma enorme parcela dos gases de efeito estufa que causam o aquecimento global. Não desperdiçar os alimentos, portanto, ajuda no bolso e também ajuda o meio ambiente e a sociedade.

Essas são algumas ações, relativamente simples, que todos os consumidores podem começar a praticar para honrar o dia Mundial da População. Ao cuidar dos impactos do próprio consumo e servir de exemplo para familiares e amigos, todos estaremos cuidando da sociedade e do meio ambiente nos quais todos vamos viver.

Sobre o Instituto Akatu
Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para estilos sustentáveis de vida com consumo consciente e mais bem-estar para todos. As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor em duas frentes de atuação: Educação e Comunicação, com o desenvolvimento de campanhas, conteúdos e metodologias, pesquisas, jogos e eventos. O Akatu também atua junto a empresas que buscam caminhos para a nova economia, ajudando a identificar oportunidades que levem a novos modelos de produção e consumo – modelos que respeitem o ambiente e o bem-estar, sem deixar de lado a prosperidade.

Fonte: Cdn Comunicação 
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Iniciativa seleciona projetos ambientais que buscam apoio financeiro

http://www.fundacaogrupoboticario.org.br/pt/o-que-fazemos/editais/pages/apoio-projetos-linhas.aspx

Propostas relacionadas à conservação da natureza brasileira podem ser inscritas até 31 de agosto no site da Fundação Grupo Boticário
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza abriu as inscrições para a segunda chamada de 2017 de seu ‘Programa de Apoio a Ações de Conservação’. Para essa edição, é possível concorrer em três categorias: ‘Apoio a Programas’, com abrangência nacional; ‘Biodiversidade do Paraná’, focado na natureza paranaense; e ‘Apoio a Projetos’, destinado a Áreas Úmidas. As inscrições ficam abertas até 31 de agosto, no site da instituição.
Por meio desse apoio, buscamos potencializar a geração de conhecimento sobre a biodiversidade brasileira, além de estimular aplicações práticas que promovam a sua conservação e que complementem os esforços públicos”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário. Ela explica que, ao longo de seus 26 anos, a Fundação consolidou-se como uma das principais instituições da iniciativa privada brasileira a apoiar projetos de conservação da natureza. Desde 1990, 1.510 iniciativas de 501 instituições receberam apoio financeiro, contribuindo para a descrição de 150 espécies, para o estudo de outras 246 espécies ameaçadas e beneficiando 496 unidades de conservação.  
Linhas de apoio
O ‘Apoio a Programas’ abrange iniciativas realizadas em todo o Brasil, de média e longa duração (até quatro anos), que possibilitem ações de conservação da natureza de maior magnitude e que demandem mais tempo para aplicação.
O Edital ‘Biodiversidade do Paraná’, criado em parceria com a Fundação Araucária, seleciona propostas a serem executadas em qualquer região paranaense, como por exemplo, a área de ocorrência da Floresta com Araucárias, ecossistema característico da Mata Atlântica.
Nesta chamada do segundo semestre de 2017, a categoria ‘Apoio a Projetos’ seleciona iniciativas que contribuam para a conservação das Áreas Úmidas – que representam cerca de 20% do território brasileiro e englobam ecossistemas tanto marinho e costeiros quanto continentais, abrigando uma grande variedade de ambientes e espécies.
Mais especificamente, o edital ‘Apoio a Projetos’ contempla o Bioma Pantanal, considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta; os 20 Sítios Ramsar nacionais, que são áreas úmidas de importância mundial, a exemplo do Parque Nacional de Anavilhanas (AM) e da Estação Ecológica do Taim (RS); além de baías e estuários e locais de menor abrangência geográfica com influências fluviais e fluviomarinhas, áreas alagadas, lacustres e charcos.
Segundo a diretora da Fundação Grupo Boticário, gerar conhecimento sobre a biodiversidade do Pantanal e das demais áreas úmidas e promover a sua conservação é importante inclusive para a economia e qualidade de vida dos brasileiros. “Isso porque as áreas úmidas regulam o regime hídrico de vastas regiões atendendo a necessidades de água e alimentação, e também auxiliam nossa sociedade a lidar com eventos climáticos extremos – a exemplo das formações pioneiras costeiras que reduzem o impacto das grandes ondas de ressacas sobre as cidades litorâneas”, complementa Malu Nunes.
Linhas temáticas
Para concorrer em qualquer uma das três categorias, é preciso que as propostas atendam a uma das quatro linhas temáticas de apoio. A primeira trata de ‘Unidades de Conservação de Proteção Integral e Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs)’ e tem como objetivo a criação, ampliação e execução de atividades prioritárias de seus Planos de Manejo (documentos oficiais de planejamento das unidades de conservação).
A segunda linha visa a execução de ações prioritárias para espécies ameaçadas, seguindo os Planos de Ação Nacional (PANs), documentos que elencam ações prioritárias para conservação de determinadas espécies e ecossistemas, além de ações emergenciais para espécies sem PANs e enquadramento de espécies em listas de ameaças.
A terceira,Ambientes Marinhos’, é voltada para estudos, ações e ferramentas para a proteção e redução de pressão sobre a biodiversidade marinha.
Já a linha ‘Políticas Públicas’, que é exclusiva para ‘Apoio a Programas’, visa à implementação e fortalecimento de incentivos para conservação da natureza, instrumentos legais para fiscalização e proteção da biodiversidade, consolidação de áreas protegidas e parcerias para conservação.
Inscrições
Podem se inscrever nas três categorias do Programa de Apoio a Ações de Conservação da Fundação Grupo Boticário instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais (ONGs).
Para a categoria ‘Biodiversidade do Paraná’, instituições privadas e públicas também podem se candidatar, por meio do site da Fundação Araucária - www.fappr.pr.gov.br.
Dúvidas podem ser encaminhadas por e-mail para edital@fundacaogrupoboticario.org.br.
Sobre a Fundação Grupo Boticário:
A Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza é uma organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e realizar ações de conservação da natureza. Criada em 1990 por iniciativa do fundador de O Boticário, Miguel Krigsner, a atuação da Fundação Grupo Boticário é nacional e suas ações incluem proteção de áreas naturais, apoio a projetos de outras instituições e disseminação de conhecimento. Desde a sua criação, a Fundação Grupo Boticário já apoiou 1.510 projetos de 501 instituições em todo o Brasil. A instituição mantém duas reservas naturais, a Reserva Natural Salto Morato, na Mata Atlântica; e a Reserva Natural Serra do Tombador, no Cerrado, os dois biomas mais ameaçados do país. Outra iniciativa é um projeto pioneiro de pagamento por serviços ambientais em regiões de manancial, o Oásis. Na internet: www.fundacaogrupoboticario.org.br, www.twitter.com/fund_boticario e www.facebook.com/fundacaogrupoboticario.
Fonte: Central Press
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