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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Cetesb remodela estações automáticas de medição da qualidade do ar na RMSP


Parque D.Pedro 2- Crédito de Imagem: Cetesb

A rede de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) vai passar por uma nova remodelação. 

A estação Parque D. Pedro, localizada no centro da cidade de São Paulo, foi a primeira a ganhar uma nova estrutura para abrigar equipamentos de última geração, com tecnologia mais avançada de medição, que permitirão procedimentos mais refinados de controle de qualidade.

A atualização dos equipamentos deverá contemplar 13 das 28 estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), utilizando recursos provenientes da compensação ambiental do licenciamento do Rodoanel – Trecho Norte. A troca de equipamentos deverá reduzir eventuais paralisações para manutenção, como ocorre atualmente, aumentando o total de dados gerados nas estações.

A estação Parque D. Pedro que, desde a sua instalação, em 1981, já passou por várias renovações, terá agora ganhar um novo desenho permitindo a visualização dos equipamentos e o acompanhamento das operações de medição da qualidade do ar.

Localizada no espaço do Museu Catavento – Espaço Cultural da Ciência, a estação passará a fazer parte do circuito de visitação dessa instituição, que recebe grande número de estudantes, inclusive nos finais de semana. Terá, desta maneira, também uma função educacional dirimindo dúvidas e conscientizando a população acerca de questões sobre meio ambiente.

A estação, além dos poluentes monitorados anteriormente, passará a medir as partículas inaláveis finas (MP2,5). Os métodos de medição utilizados em toda a rede de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb seguem o preconizado internacionalmente e os equipamentos utilizados atendem aos padrões recomendados pela USEPA, a agência ambiental americana. Todos os sistemas de medição passam por rotinas de calibração e por procedimentos de manutenção periódica, e os dados gerados por processo de controle de qualidade e validação técnica.

O início

O monitoramento da qualidade do ar, com a avaliação das concentrações de poluentes na RMSP, foi iniciado na década de 1970 com a utilização de estações manuais. Em 1981, foi implantada a rede automática, com 25 estações fixas na RMSP e Cubatão. Além de ampliar a gama de poluentes avaliados, a implantação dessa rede possibilitou o acompanhamento dos dados em tempo real.

Desde a implantação das redes manual e automática de monitoramento, foram feitas muitas alterações na configuração das mesmas, com a substituição de monitores e tecnologias, instalação de novas estações, ampliação dos parâmetros monitorados e outras.

Os dados sobre concentração dos poluentes atmosféricos coletados ao longo de mais de quatro décadas constituem uma série histórica significativa contribuindo para o desenvolvimento de programas para o controle das emissões veiculares, embasando as ações de controle das emissões atmosféricas industriais e os processos de licenciamento com a finalidade de reduzir os impactos sobre a qualidade do ar. Além disso, esses dados oferecem subsídios para as áreas de saúde em estudos relacionados à poluição do ar.

Para avaliar as concentrações dos poluentes atmosféricos, encontram-se em operação atualmente, na RMSP, 28 das 59 estações que compõem a rede automática de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb. A região conta também com 11 pontos de medição manual.

Na última década, a rede automática de monitoramento da qualidade do ar na RMSP sofreu modificações expandindo-se para regiões densamente povoadas mais distantes da área central, sendo que de 2005 a 2015 o número de estações aumentou de 22 para 28, aprimorando assim o diagnóstico da região. Nesse período, a rede de estações automáticas fixas no Interior e no Litoral do Estado saltou de seis para 29.

As informações sobre a qualidade do ar são disponibilizadas em tempo real no endereço eletrônico da Cetesb:  www.cetesb.sp.gov.br  constituindo-se em importante ferramenta para a conscientização da população sobre os problemas de poluição do ar, possibilitando a adoção de medidas para amenizar os problemas e para a proteção da saúde quando os níveis de poluentes estiverem elevado.

http://sistemasinter.cetesb.sp.gov.br/Ar/php/mapa_qualidade_rmsp.php



Fonte: Gerente de Comunicação da CETESB | Secretaria do Meio Ambiente

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Campanha pelo clima é lançada durante a Olimpíada do Rio

Os atletas estão se preparando para quebrar recordes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Mas há um recorde que não devemos quebrar: 1,5ºC de aquecimento global neste século. 
Junte-se ao time ‪#‎1o5C‬

Às vésperas do maior evento esportivo do planeta, quando é esperada a quebra de muitos recordes, atletas de todo o mundo unem-se para alertar sobre o recorde que não deve ser ultrapassado: 1,5o C.  Esse é o limite para que aumento da temperatura média do planeta não se torne perigoso. 
A campanha pelo clima que tem início nesta sexta, 29, com a veiculação de um filme de 30 segundos pela Rede Globo, faz alusão à união entre todas as nações que é necessária para atingir o objetivo de controlar o aquecimento global, bem como ao impacto que frações de um grau de aumento da temperatura podem ter sobre pessoas de todo o mundo

“Mesmo o aquecimento atual, de cerca de 1ºC, já está causando mortes, doenças e prejuízos no mundo inteiro, em especial nos países em desenvolvimento, que menos podem se adaptar”, destaca Ana Toni, diretora do iCS, lembrando que somente no Brasil os prejuízos por desastres naturais entre 2002 e 2012 foram de R$ 278 bilhões em média.
Ondas de calor, alterações nos padrões das chuvas, secas e inundações estão já desafiando terrenos e instalações esportivas em todo o mundo. A continuação do aquecimento global tem e terá cada vez mais impactos diretos sobre os esportes. Da prática esportiva comunitária ao esporte profissional e de alta performance, atletas, espectadores, organizadores e voluntários estão sentindo o calor e os impactos reais das mudanças climáticas.
Atletas, com base em sua própria experiência, têm grande legitimidade para fazer este alerta durante o maior evento esportivo do planeta.  Por isso, eles são as estrelas das demais peças da campanha “1,5ºC: o recorde que não devemos quebrar”, que ficarão disponíveis em português e inglês no site do Observatório do Clima , para favorecer o engajamento das pessoas.   

http://www.oc.eco.br/umpontocinco

Diversos participantes da Olimpíada aderirão à campanha ao longo da realização dos jogos no Rio.  Nas redes sociais, os usuários poderão customizar a foto dos próprios perfis com mensagens da campanha.
“Os dez últimos recordes de temperatura ocorreram neste século. O ano passado foi o mais quente desde o início dos registros e tudo indica que em 2016 teremos um novo recorde. Se continuarmos nesse ritmo, enfrentaremos problemas cada vez mais graves de abastecimento de água e produção de alimentos, além da maior disseminação de doenças provocadas por mosquitos, como a zika”, explica Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima – um dos organizadores da campanha, que surgiu a partir de uma ação em rede envolvendo o Fórum das Nações Vulneráveis, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o OC e o Instituto Clima e Sociedade (iCS). 

 A veiculação do filme pela Rede Globo é uma parceria com a área de responsabilidade social no âmbito da plataforma Menos é Mais, de mobilização social sobre sustentabilidade e consumo consciente.
Diversos países, como Kiribati, Maldivas e Tuvalu, regiões costeiras como o Delta do Mekong, a Flórida e o sul de Bangladesh e cidades costeiras como o Rio de Janeiro estão entre os que serão mais atingidos pelas conseqüências das mudanças climáticas.


Assista o vídeo da Campanha:

          

Fonte: AViV Comunicação
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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ministro do Meio Ambiente defende meta de 1,5º C para o combate às mudanças climáticas


O ministro brasileiro do Meio Ambiente defendeu a meta de 1,5oC como limite para o aquecimento global. 
Durante discurso em evento sobre Olimpíada e Mudanças Climáticas realizado na manhã desta quinta feira (28/07), no Rio de Janeiro, José Sarney Filho manifestou-se favoravelmente à posição que foi defendida por mais de 100 nações durante as negociações que culminaram no Acordo de Paris: ultrapassar o limite de 1,5oC não é uma opção segura para a humanidade. 

 Na luta contra a mudança do clima não temos opção senão vencer.  Por isso reitero e renovo o compromisso do nosso ministério de dar pleno cumprimento ao Acordo de Paris e fazer todos os esforços para que globalmente sejamos vitoriosos em limitar o aumento da temperatura em 1,5 grau. Meio grau pode parecer pouco. Mas para muitos pode significar a sobrevivência”, declarou Sarney Filho.  

O foco daqui em diante deve ser a implementação com esforço para ir além das metas declaradas e para encurtar os prazos.  Alcançar uma redução ambiciosa de emissões não é uma mera intenção, é uma necessidade”, completou.
“As palavras do ministro Sarney Filho em nome do governo brasileiro, pela primeira vez tratando o limite de 1,5o C como a meta a ser buscada e vê-lo reconhecer que isso requer esforço maior do que as metas dos países para o Acordo de Paris, representam um avanço importantíssimo”, disse Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima. 

Devemos esperar, portanto, que o governo brasileiro passe do discurso à pratica e não apenas assuma compromissos mais ambiciosos do que aqueles que já apresentou, mas, principalmente, que torne a ação climática um pilar fundamental de nossa agenda de desenvolvimento.”

 O Ministro Sarney Filho também defendeu o fortalecimento das políticas ambientais: “Para conseguirmos criar uma economia de baixo carbono até meado do século que de fato limite o aumento da temperatura em no máximo 1,5 em relação à era pré industrial precisamos fortalecer as políticas ambientais. Elas não podem ser vistas como entraves ao crescimento econômico, mas precisam ser encaradas como uma verdadeira solução para termos um padrão de desenvolvimento sustentável com inclusão social e respeito ao meio ambiente”, acrescentou.

 Os prejuízos que as mudanças climáticas já estão causando ao Brasil também foram lembrados pelo Ministro: “Somos um país-continente. Já sofremos fortes impactos da mudança do clima como aumento das cheias e as secas cada vez mais extensas e  extremadas no Nordeste. Nossos rios sofrem com falta de água. Nossas matas sofrem com queimadas que são ampliadas pelo câmbio climático. Temos muito que fazer se quisermos de fato criar uma economia sustentável e de baixo carbono”, destacou o ministro, que foi também um dos primeiros a aderir a campanha “1,5oC: o recorde que não devemos quebrar”, que está sendo lançada hoje pelo Fórum das Nações Vulneráveis, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Observatório do Clima e o Instituto Clima e Sociedade (iCS).  

O Ministro do Meio Ambiente saudou a aprovação do Acordo de Paris pela Câmara dos Deputados.  A pronta ratificação do acordo será um forte sinal à comunidade internacional do nosso empenho e compromisso com a redução de emissões e adaptação à mudança do clima”, explicou.   “Somos solidários com os países que, embora não tenham contribuído em nada para gerar o problema climático, sofrem de forma desmesurada os seus efeitos”, completou.

Reafirmo a importância do enfrentamento resoluto e ambicioso da mudança do clima, uma medida indispensável para assegurar nosso caminhar em relação ao desenvolvimento sustentável”, afirmou o Ministro. 

“Nosso projeto de desenvolvimento é um projeto de Estado que encontra respaldo em toda sociedade”, destacou.  “Temos reiterado nossos compromissos em adotar políticas e ações em todos os níveis – federal, estadual, municipal - para cumprir com a agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.  A erradicação da miséria e melhor qualidade de vida e oportunidade de trabalho permanecem nossa prioridade absoluta”, salientou. 

 O debate sobre Olimpíadas e Mudanças Climáticas contou também com a participação de Denise Hamú (PNUMA), Martin Raiser (Diretor do Banco Mundial no Brasil), Ana Toni (GiP), Carlos Ritll (Observatório do Clima), Max Edkins (Connect4Climate, Grupo Banco Mundial),  Ann Duffy (Vancouver 2010), David Stubbs (Londres 2012), Shigueo Watanabe Junior (Instituto Escolhas), Tania Braga (Rio2016), Nicoletta Piccolrovazzi (Dow Chemical), Denis Bochatay (Quantis) e Braulio Pikmann (ERM). O evento foi realizado no Museu do Amanhã com apoio do próprio Museu, do comitê Rio2016 e do Observatório do Clima.

Fonte: AViV Comunicação
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