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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Jardins filtrantes: uma solução para o tratamento ecológico de água, solo e ar contaminados

Foto: Phytorestore  - paisagem em Nanterre - França
Foto: Phytorestore – paisagem em Nanterre – França


Jardins filtrantes: tratam rios, esgotos e resíduos industriais sem produtos químicos




A empresa francesa Phytorestore, detentora da marca Jardins filtrantes, é especializada no tratamento ecológico de água, solo e ar contaminados feito através das raízes de plantas locais  e sem produtos químicos.  Thierry Jacquet, fundador da Phytorestore na França, aplicou este tratamento na gestão do esgoto do bairro de Wuhan (China) e na limpeza de 3 rios também na China. Além disto, o método foi utilizado no tratamento de despoluição das águas do Rio Sena em Nanterre, Paris,  na França.

O tratamento é através da  fitorestauração, tecnologia em que as plantas são o principal agente de tratamento das contaminações. Além do tratamento, o projeto consiste em elaborar um paisagismo funcional, onde são criados espaços com o uso de vegetação local.
Foto: Phytorestore - Nanterre -  França
Foto: Phytorestore – Nanterre – França
Deste modo, se confere funcionalidade adicional aos espaços verdes que além de espaços de lazer,  captam a poluição através da ação radicular da vegetação, evitando que se poluam rios e canais da cidade.
Foto: Phytorestore – Nanterre, França – Jardins filtrantes tratam a água do Rio Senna, Paris

Foto: Phytorestore Brasil  - projeto em Campinas-SP
Foto: Phytorestore Brasil – projeto em Campinas-SP – Paisagismo funcional
Os jardins filtrantes e o paisagismo funcional: uma das principais características da tecnologia é utilizar a raiz de flores e plantas para filtrar os poluentes químicos da água.Muitos tipos de plantas locais podem ser utilizadas, além de flores. No Brasil, de 30 a 40 tipos de plantas poderiam ser usadas como filtro, dependendo de sua capacidade de filtragem.
Foto: Phytorestore  - Nanterre- França
Foto: Phytorestore – Nanterre- França
Com o tratamento com vegetação, a água pode ficar semi-potável, com aspecto de piscina e é possível criar lagos com plantas aquáticas.
Foto:Phytorestore Brasil Ecoparque-natura
Foto: Phytorestore Brasil Ecoparque Natura

Para mais informações veja:   http://phytorestore.com.br  
Quer saber mais sobre essas áreas alagadas artificiais? 
 Leia em Jardins filtrantes

quarta-feira, 22 de abril de 2015

No Dia da Terra, que tal fazer um apelo a Gaia?



Hoje, dia 22 de abril, comemoramos o Dia da Terra, e por isso lembrei da Mãe da Terra. Gaia que deve estar descontente com as atitudes destrutivas dos terráqueos.
Leia abaixo um artigo feito por mim ano passado.

Gaia, tenha paciência com o ser humano, pois atualmente ele só enxerga o seu umbigo!

É difícil almejar que a sociedade atual enxergue o Meio Ambiente como um lugar essencial a nossa vida, de respeito, de recursos finitos, e principalmente sagrado, (cheios de energias puras e essenciais), já que nos deparamos tantas vezes com situações onde a sociedade não respeita nem a mesma espécie.

Somos diariamente bombardeados com notícias horríveis, onde matar uns aos outros, tendo alguma ligação consanguínea ou não, é tão banal como matar baratas. Bom, eu que não gosto de matar nem baratas, pois acho que todos os seres merecem respeito, sendo assim, ao ver isso, me enfureço e me entristeço cada dia mais. Onde iremos parar? O que acontece com o ser humano?

Tudo é motivo para se matar alguém: religiões distintas, dinheiro, times de futebol, ciúmes, inveja, desentendimentos, entre outros. Acho que as pessoas estão vivendo como se estivessem dentro de games, onde matar quem te atrapalha, ajuda a passar de fase.  Se eles soubessem que na verdade, esses atos inescrupulosos só os farão a continuar na mesma fase, de espíritos não evoluídos, e que terão que voltar para aprender. Onde está a Espiritualidade?

No meio desse caos que vivemos, onde valores essenciais são banalizados, enquanto que valores de ostentação são evidenciados, o que podemos falar sobre o relacionamento do ser humano com a natureza, e com o Meio Ambiente como um todo.
Passam-se os anos... notamos que os recursos naturais continuam a ser explorados de modo insustentável. Nossos biomas continuam a perder seus espécimes, a água potável dá sinais de finitude, a poluição e contaminação estão presentes em nosso cotidiano.   Este cenário desolador, e cheio de doenças é uma consequência deste modo de vida sem amor, sem espiritualidade, sem respeito, e cheios de valores egoístas, esquecendo que a qualidade de vida está em vivermos em harmonia com o Planeta, e com todas as espécies que nele habitam, principalmente com a nossa espécie.
Mas acredito em dias melhores, onde o ser humano se voltará para sua essência, e conduzirá harmonicamente as relações com seres da mesma espécie, e com espécies diferentes. Onde palavras como matar, desmatar, poluir, contaminar, destruir, violentar, roubar, invejar, odiar, e muitas outras serão trocadas por uma única: amar em todos as suas vertentes:  amar a Deus, amar a si mesmo, amar aos semelhantes, amar ao Planeta.
Que as forças da natureza no orientem para trilharmos por um caminho pacífico e maravilhoso.

Gaia, precisamos de você! Não desista dos seres humanos!
                                                                                        
                                                                                                       Érica Sena- junho/2014


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Outorga de Direito e Cobrança do Uso de Recursos Hídricos- Antonio S Hendges


Com a crise hídrica que se instala em nosso país, é bom conhecer mais sobre a Outorga de Direito e Cobrança do Uso de Recursos Hídricos, sendo assim, Pensar Eco compartilha o artigo postado no Portal Ecodebate.


Saiba Mais – Outorga de Direito e Cobrança do Uso de Recursos Hídricos, artigo de Antonio Silvio Hendges para o Portal Ecodebate

A Política Nacional de Recursos Hídricos – PNRH (Lei 9.433/1997) instituiu os fundamentos, objetivos, diretrizes e instrumentos para a gestão da água no Brasil e criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamentando o artigo 21, inciso XIX da Constituição Federal. Entre os instrumentos da PNRH está a outorga de usos dos recursos hídricos para assegurar os controles quantitativos e qualitativos e os direitos de acesso à água. A cobrança pelo uso dos recursos hídricos também está prevista como instrumento que reconhece o valor econômico e incentiva a racionalização do uso – Lei 9.433/1997, artigos 11-22.
Quanto à outorga pelo Poder Público, estão sujeitos os usuários que utilizam os recursos hídricos para diversas atividades econômicas e que através deste instrumento tornam-se detentores do direito de uso na captação e/ou lançamento nos corpos de água de resíduos provenientes destas atividades.
I – Derivação ou captação de parcela de um corpo de água para consumo final, inclusive abastecimento público e/ou insumo de processos produtivos;
II – Extração de aquífero subterrâneo para consumo final e/ou insumo de processos produtivos;
III – Lançamento nos corpos de água de esgotos e outros resíduos líquidos ou gasosos, tratados ou não, para sua diluição, transporte ou disposição final;
IV – Aproveitamento dos potenciais hidrelétricos. Neste caso, as outorgas de usos estão subordinadas ao Plano Nacional de Recursos Hídricos e à legislação setorial específica.
V – Outros usos que alterem o regime, quantidade ou qualidade da água existente em corpos de água.
Alguns usos dos recursos hídricos independem de outorga, como as necessidades de pequenos núcleos de populações rurais, derivações, captações e lançamentos considerados insignificantes (pelos órgãos ambientais) e acumulações de pequenos volumes para uso em atividades cotidianas. As outorgas estão condicionadas às prioridades de uso estabelecidas nos planos de recursos hídricos e classes de enquadramento, preservando os usos múltiplos. São realizadas por órgãos competentes dos sistemas de gestão dos recursos hídricos da União, Estados e Distrito federal e são concedidas em prazos renováveis não superiores a trinta e cinco anos.
As outorgas serão suspensas parcial ou totalmente, definitivamente ou por prazo determinado quando a) não cumprimento dos termos da outorga; b) ausência de uso por três anos consecutivos; c) necessidade da água para atender emergencialmente situações de calamidade, inclusive decorrentes de fenômenos climáticos adversos; d) prevenção ou reversão de degradações ambientais graves; e) atendimento prioritário de usos coletivos para os quais não estejam disponíveis fontes alternativas; f) manutenção das características de navegabilidade dos corpos de água. As outorgas não significam alienação parcial dos recursos hídricos – que são inalienáveis, mas a concessão de direitos para seu uso.
A cobrança pelo uso dos recursos hídricos tem como objetivos reconhecer a água como bem econômico e indicar aos usuários seu valor real, racionalizar o uso e obter recursos financeiros para o financiamento de programas e intervenções previstas nos planos de recursos hídricos. Todos os usos sujeitos às outorgas serão cobrados e na fixação dos valores serão observados os volumes retirados nas derivações, captações e extrações e nos lançamentos de esgotos e outros resíduos líquidos ou gasosos, os volumes lançados, regimes de variação e características físicas, químicas, biológicas e de toxidade.
Todos os recursos arrecadados com a cobrança pelo uso dos recursos hídricos são prioritariamente aplicados na mesma bacia hidrográfica em que foram gerados e serão utilizados nos financiamentos de estudos, programas, projetos e obras incluídos nos planos de recursos hídricos e nos pagamentos de despesas de implantação e custeio administrativo das entidades e órgãos integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Nos Estados da União, este dispositivo se aplica aos sistemas estaduais de gerenciamento que devem ser integrados com o sistema nacional. Nos projetos e obras que alterem beneficamente a coletividade, a qualidade, a quantidade e o regime de vazão podem ser aplicados valores a fundo perdido.
Antonio Silvio Hendges, Articulista do EcoDebate, professor de Biologia, pós graduação em Auditorias Ambientais, assessoria em sustentabilidade e educação ambiental –www.cenatecbrasil.blogspot.com.br