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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Dicas de reaproveitamento do material escolar

REAPROVEITAMENTO DO MATERIAL ESCOLAR: DICAS PARA MINIMIZAR O CONSUMISMO
“Reduzir os gastos”. Em tempos de crise, este é o principal mantra adotado pelas famílias brasileiras. E na esfera acadêmica não pode ser diferente. Influenciados pela inflação, alta do dólar e aumento da alíquota do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), os preços de alguns itens escolares chegaram a um acréscimo de mais de 60% em Belo Horizonte, fator que torna difícil a missão de comprar toda a lista do material escolar. Para economizar, o reaproveitamento dos produtos do ano anterior é uma das táticas adotadas para diminuir os gastos.
 A reutilização de cadernos, lápis, borracha e até mesmo mochilas é uma alternativa viável para que as despesas escolares não comprometam o orçamento. Constatando-se que os objetos estão ainda em bom estado, os pais devem incentivar os filhos a reaproveitá-los. Segundo o diretor do Colégio Franciscano Sagrada Família, Fernando Melo, esta prática contribui com a sustentabilidade, além de ser uma opção economicamente eficaz
Para reaproveitar o material, basta apenas utilizar a criatividade. Um lápis descascado, por exemplo, pode ser encapado com papel contact e enfeitado com adesivos coloridos, passando a impressão de novo. A utilização de adesivos também é um bom método para tirar o aspecto de antigo da régua. Já o estojo pode ser customizado com tinta e tecidos. Para Fernando Melo, as instituições devem orientar os pais sobre esta questão, coibindo o estímulo ao consumismo infantil”, reforça o profissional.
Segundo ele, diminuir a exposição das crianças à publicidade é uma ideia saudável e eficiente, pois comerciais e propagandas dirigidas ao público infantil fazem a cabeça da garotada. “A estampa de tal desenho é mais bacana e descolada”, pensam os pequenos. Porém, a simples imagem de determinado personagem encarece consideravelmente o preço do produto. Assim, o indicado é que os pais evitem se submeter a estas abordagens, explicando para as crianças a importância do consumo consciente.
Um diálogo aberto e próximo com a família é o responsável por iniciar o processo da adoção de práticas e métodos mais sustentáveis, alerta o profissional. Com esta proposta em mente, o diretor afirma que o Colégio Franciscano Sagrada Família desenvolveu uma ação direcionada para a comunidade acadêmica, pais e alunos. Segundo ele, a instituição criou um projeto com dicas, abordando temas como publicidade infantil e reutilização de materiais. “As redes sociais do colégio são atualizadas regularmente com posts retratando temas de relevância para o segmento educacional, oferecendo sugestões e conselhos para minimizar os gastos”, explica. 

Sugestão de fonte: Fernando Melo – Diretor do Colégio Franciscano Sagrada Família
Fonte: Komunic Comunicação Integrada

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Vídeo da IV Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016:saneamento básico


Com o tema Casa Comum, nossa responsabilidade e sob o lema bíblicoQuero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca (Am5.24)”, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC – coordenará a próxima Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) e que terá o Saneamento Básico como foco.

O lançamento oficial da Campanha será na quarta-feira de cinzas, no período da quaresma de 2016.

Segundo os dados do Ministério das Cidades, através do SNIS – Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (ano 2013), mais da metade da população brasileira ainda não possui acesso às redes de coleta de esgotos e somente 39% dos esgotos do país são tratados. Cerca de 35 milhões de brasileiros ainda não possuem água tratada e temos mais de 5 milhões de pessoas sem acesso a banheiros. 37% da água potável é perdida em vazamentos, “gatos” ou problemas de medição.

Com base nesses números, o Instituto Trata Brasil há mais de dois anos vinha apresentando argumentos para a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) a fim de que o Saneamento Básico, em seus pilares de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, fosse considerado entre os possíveis temas das próximas Campanhas da Fraternidade. Como havia a decisão da Campanha de 2016 ser ecumênica, a CNBB encaminhou a sugestão de tema para o CONIC. Em reunião para a definição da temática, a Comissão Ecumênica responsável pela IV CFE acolheu a proposta do Trata Brasil. A opção pelo tema se deu pelo fato do Saneamento ser um direito humano e uma infraestrutura essencial ao meio ambiente e à saúde das pessoas, em especial aos mais vulneráveis. Além disso, essa é uma problemática com pouca visibilidade em nosso país.
O objetivo geral da CFE será o de assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenhamo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum. A proposta é que todos os parceiros e igrejas envolvidos na articulação promovam discussões e debates regionais mostrando a importância de haver políticas públicas mais eficazes e que permitam que mais pessoas possam receber os serviços básicos.

Desde outubro de 2015, o Instituto Trata Brasil já inicia um ciclo de apresentações pelo país, em parceria com as coordenações regionais do CONIC, visando levar a mensagem da Campanha da Fraternidade Ecumênica.

Fonte: Tribuna Feirense 


Confira vídeo produzido pelo CONIC sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

05 questões sustentáveis para observar em 2016


Cento e noventa e cinco países assinaram, no fim de 2015, o novo acordo climático com o objetivo de limitar o aquecimento global abaixo de 2ºC até 2100. No texto final, fruto de duas semanas de negociações intensas entre as nações, há o comprometimento da comunidade internacional em implementar, a partir de 2020, políticas sustentáveis para cumprir as premissas do acordo. Na ocasião, a principal proposta brasileira foi reduzir o desmatamento para diminuir a emissão de gás carbônico em 43% até 2030. Porém, quando o assunto é sustentabilidade, cinco pontos merecem atenção em 2016.
Confira:
Crise da água – o baixo volume das principais represas do país, principalmente do Sudeste, ainda será motivo de preocupação para a população. A leve melhora nos índices no fim de 2015, graças às chuvas de verão, não deveriam diminuir a prevenção e o consumo racional do recurso natural. Afinal, em abril de 2016 começa um novo período de estiagem no país, o que exige planejamento para garantir água até o próximo verão.
Energia – a matriz energética brasileira já é composta por 42,5% de energias renováveis, principalmente com um crescimento nas fontes alternativas às hidrelétricas, como eólica, solar e biomassa. Como a crise hídrica deve seguir em 2016 e as opções não renováveis contribuem para a emissão de gás carbônico, a expectativa é continuar com um crescente investimento nas energias eólica e solar, principalmente.
Resíduos sólidos – prevista para ser implantada em 2014, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que visa a acabar com aterros sanitários, foi esticada até 2018 pelo Governo Federal. Porém, estados e municípios têm até agosto de 2016 para apresentarem seus planos, se quiserem continuar recebendo verbas da União para serviços nesta área. Portanto, os governos estaduais e municipais terão seis meses para apresentarem propostas.
Desmatamento – entre 2001 e 2012, o Brasil conseguiu reduzir em 70% o desmatamento na região da Floresta Amazônica e 40% no país como um todo. Entretanto, nos últimos dois anos, o índice teima em subir e, em 2015, teve um aumento de 16% na extração ilegal de árvores da Amazônia. Em 2016 a fiscalização precisa aumentar caso o governo federal queira cumprir sua promessa na Conferência do Clima, em Paris.
Jogos Olímpicos – em agosto, a cidade do Rio de Janeiro realiza os Jogos Olímpicos, maior competição poliesportiva do planeta. A promessa é realizar uma edição totalmente “verde”, com medidas sustentáveis. Para isso, a organização espera consumir 70% menos de energia em suas instalações e aproveitar 80% do material em futuras montagens, graças a acordos e parcerias com organizações internacionais, como PNUMA (Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente).
                                                                            Flávia Pini *
* Flávia Pini é Diretora de Marketing da GreenClick, empresa que contribui com a neutralização da emissão de CO2 no país
 Fonte: Nb Press